quinta-feira, setembro 22, 2005

Putz...- uma história não tão séria

- Putz...

Foi o que ele disse quando voltou o silêncio. Que que ele ia fazer agora?! Limpar tudo? Jura, não dava tempo. A guria já tava subindo, tinha até gritado um "Carlos, tudo bem aí?!" quando ouviu o "ploft! crash! chuááááá!". Bom, pelo menos ela não ouviu o "plotsh, plotsh, plotsh...", que era bem baixinho...

Enfim, que fazer?! Justo agora que ele ia se dar bem... Ela gritou aquela pergunta e ele respondeu "Tudo, tudo bem. Acho que foi no vizinho...".

-Putz...

Que merda, ela morava numa casa, num bairro afastado, com dois terrenos baldios, um de cada lado. "Vizinho?!" Aí a voz dela já tava mais perto, ela devia estar começando a subir a escada. O chão todo molhado, o "plotsh, plotsh, plotsh" já tinha acabado, pro desespero dele. Só tinha uma saída.

Abriu a porta do quarto e olhou pra escada. Ela tava subindo, mas ainda faltava muito pra chegar onde ele tava, no terceiro andar. Ele aproveitou e correu pro banheiro, que ficava no fim do corredor. Se trancou lá dentro o mais silenciosamente possível e esperou...

-Aaaaaaaaah!

Ela gritou muito alto, ele não sabia que ela gostava tanto daquele peixe. Deu a descarga e saiu correndo do banheiro com a braguilha aberta.

- Que foi, Ana, que foi?

- O [hic] meu [hic] peixe...

- Putz...

Ela chorava de soluçar. Ele abraçou ela, que retribuiu com vontade. Enfim, no meio do choro, deu uma de galã e beijou ela, que não resistiu. Enfim, ia se dar bem, mesmo tendo que ajudar a limpar aquela bagunça...

domingo, setembro 18, 2005

=/

A garota tava lá, jogada no chão. E ele ali, parado, atônito. Não fazia e parecia também não pensar nada. Mas na verdade, as pessoas que passavam pela rua dariam tudo pra saber o que havia ocorrido naquele beco.
O sangue escorria por sua testa alva, e ele ali, estático olhando. O movimento nessa hora da manhã já era grande. A cidade amanhecia. Luzes, carros, motores. Enquanto uns se deparavam com um repleto café da manhã, ela estava lá, sem comida, vestindo trapos, sem dinheiro... Era ela e a calçada fria, e agora o sangue quente que escorria para lhe acalhentar o corpo. Ninguem fez nada. O homem simplesmente virou as costas e saiu andando. Lembrou-se que estava atrasado para tomar seu capuccino.

domingo, setembro 11, 2005

tá na hora!!

Frida Kahlo, Jaqueline DU PRÉ, Virginia Woolf, Billie Hooliday, Madame Curie...
Não apenas saber sobre nove mulheres excepcionais que marcaram presença no cenário artístico empenhando não só talento como tb o corpo, até seu desgaste mortal, o titulo "Corpos frágeis, Mulheres Poderosas" me causa medo, quem sabe receio.... talvez seja por este motivo q nunca terminei de ler... dessa vez eu termino.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Gabeira fala mas quem se Gaba é Severino.

Antes inspirada para escrever sobre o assunto, agora me perco em pensamentos que não fazem a menor referência ao título. Trocar o título? não,muito trabalho! No momento não quero pensar(no título)... quero ficar aqui, paradinha, pensando... Tarefa difícil essa. Pensar!! Pq que diábos pensamos qdo na verdade não queremos pensar em nada! Pq imagens surgem como metáforas a serem descobertas nas nossas cabeças, qdo queremos curtir simplesmente uma boa música, o cantinho aconchegante do nosso quarto, o silêncio da casa vazia ou apenas sentir os raios de sol batendo... "Hj a garota fez isso, sentou-se e ali ficou até que os raios antes suportavéis e desejados começacem a esquentar sua pele... teve que partir... amanhã certamente ela desejara o sol..."

Simmm. Eu resolvi que vou voltar a escrever aqui!
Simm. Eu acho que vou voltar a escrever aqui!
Tá, tá certo, eu não tenho tanta certeza disso mas, prometo que vou tentar.

Do "não sei" a DIFICULIDADE de dizer "sim"

Sim. Essa é uma das raras vezes que digo sim com tanta convição! Sim, eu tenho problemas em me definir no momento certo! Principalmente quando a pergunta se refere se eu posso fazer tal coisa em tal dia. Eu nunca sei!! As vezes por mais que eu saiba qual vai ser minha resposta, se sim, ou se não, eu sempre vou responder, "não sei" acompanhado de uma de suas variantes, "vou pensar", "é bem provável", "ah, não sei se vou estar mto afim"...
Problemático? Talvez, e confesso q até eu me entojo de mim mesmo, acredite, qdo eu solto o meu "não sei"! Mas isso já foi pior, e isso me consola...pensando bem, acho que esse meu problema nem é crônico...ele até já tá passando
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Vou tentar me tratar!!
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(Pirando na batatinha com: Ironic-Alanis Morrissette)

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