terça-feira, agosto 10, 2004

Filosofias 2...

Hoje fui assistir “Diário de uma Paixão”. Nem estava planejando assistir esse filme, mas cheguei ao cinema e resolvi conferir se a história era mesmo uma “paixão”.

Resultado: adivinhem!? Ah, vai dizer que ainda não descobriram??? Denise alagando o cinema de tanto chorar, né? Ou esperavam algo diferente?

Não sei se sou sentimental demais, romântica ou piegas, mas realmente gostei muito do filme. Sem falar na fotografia, que é lindíssima.

Comecei então a pensar sobre as histórias de amor de antigamente, que pareciam ser repletas de um amor verdadeiro, sincero, pleno e que hoje em dia, são cada vez mais raras.

Fico me perguntando por que antes as emoções pareciam ser mais intensas, avassaladoras e atualmente as pessoas estão cada vez mais fúteis, superficiais...

Será que estamos todos com medo de assumir um compromisso sério com os nossos sentimentos? Com medo de sermos sinceros com os outros e, acima de tudo, conosco mesmos?

Ou será que estamos tão atarefados, encontramos tantas atividades para preencher o nosso tempo, que já não consideramos mais tão importante valorizar e acreditar nos sentimentos verdadeiros?

E, quando eu digo sentimentos, não me refiro somente ao amor. Falo de amizade, respeito, solidariedade... Falo de humanidade, de vida!

As pessoas parecem cada vez mais mecânicas, vivendo num piloto automático, num mundo particular. Parece ser arriscado relacionar-se com os outros, procurar estabelecer um contato amistoso, ou até mesmo ir em busca de um grande amor.

Sinceramente, não sei o que aconteceu. Na era da globalização, os contatos humanos mais simples deixam de realizar-se. Será que o preço que tivemos que pagar pelo aprofundamento tecnológico foi a superficialidade do Ser Humano?

Esse está sendo um post cheio de indagações, cujas respostas não tenho a pretensão de conseguir obter por completo. Espero apenas que essa pequena reflexão possa provocar em vocês, queridos leitores, uma vontade de viver intensamente, com todas as alegrias e riscos que isso pode oferecer, sem deixar que os seus sentimentos mais sinceros tornem-se obscuros ou superficiais.

E, para encaixar-se perfeitamente com o filme...

“A medida de amar é amar sem medida”, famosa na voz de Humberto Gessinger.

Muitos Beijinhos!

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Como dizem, a sabedoria consiste mais na arte de perguntar que na de achar respostas. Ou seja, isso, de certa forma, é uma resposta. E cadê a pergunta?

- Moisés

11 de agosto de 2004 13:21  
Blogger carlinha said...

bah Dê, tb já me questionei sobre isso! talves seja por isso que quebramos a cara!!
Mas eu, procuro não ter medo dos aconbtecimentos e das pessoas. Afinal, se não tentarmos ir em busca de "um amor" quem sabe, nunca chegaremos a resposta se poderia ter sido diferente!

12 de agosto de 2004 09:33  
Anonymous Anônimo said...

Qm sabe o "todo poderoso" pode fazer voltarmos para época do sublime amor. A época onde um olhar identificava a alma gêmea. Já tô divagando...

- Dinha

PS: Em breve voltarei do meu retiro gripal.

13 de agosto de 2004 00:35  

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